Nossa Proposta - Fale Conosco - Sala de Imprensa - Marque Sua Consulta    Ligue: 11 3262 3942 


 Menu
Home
Notícias
Gravidez na Adolescência
Publicações
Marque sua Consulta
Perguntas da Gallera
Audios
Videos
Registre-se
Usuários Registrados
Fale Conosco

 Login
Login:

Senha:

lembre me

Registre-se, é grátis!
Perdeu sua senha?

 Siga-me


 Estão Online

0 usuários registrados
e 1 visitantes

 Gravidez na Adolecência - Dr Galletta
Porque Ocorre?

Nova pagina 1

A gravidez na adolescência é um problema muito comum, não só no Brasil, como também no mundo. Antigamente, no tempo das nossas avós ou bisavós, ela também ocorria, mas não causava os problemas que hoje causa. Vários são os motivos da gravidez na adolescência. Eles podem ser biológicos, sociais, culturais e até econômicos.

 

A CADA GERAÇÃO, A MENARCA VEM MAIS CEDO

 

Inicialmente, a mulher moderna amadurece cada vez mais cedo. A menarca, que é a idade da primeira menstruação na mulher, tem sido cada vez mais precoce, ao se considerarem os registros existentes nos últimos 100-200 anos. A cada geração que se passa, a menarca se faz, em média, alguns meses mais cedo. Para se ter uma idéia, em 1845, metade das mulheres ainda não tinham menstruado com a idade de 15 anos. Atualmente a menarca média situa-se por volta dos 12 anos, no Brasil. Possivelmente, melhores condições nutricionais responsabilizam-se por isso. No entanto, variações climáticas e maior exposição a estímulos sexuais visuais precocemente talvez também estejam relacionados, pois se sabe que mulheres de paises nórdicos, com dias curtos e longos invernos, e mulheres cegas, menstruam mais tardemente que as demais. Ora, se as mulheres estão menstruando mais cedo, também estão desenvolvendo características sexuais e se tornando biologicamente férteis mais precocemente do que antes. Se a mulher se torna atraente sexualmente mais cedo, é possível, a princípio, que ela também possa ter relações sexuais mais cedo e, assim, engravidar. Esta é uma boa razão para o aumento da gravidez na adolescência. Mas não é o único, afinal, nem toda mulher com capacidade para engravidar, acaba engravidando.

 

FATORES SOCIAIS CONTRIBUEM?

 

É bem verdade que a idade do início da vida sexual tem caído nos últimos anos, mas também é verdadeiro que isso depende muito do grupo social a ser considerado. Em mulheres de favelas do Rio de Janeiro, por exemplo, esta idade se situa por volta dos 12 - 13 anos. No entanto, entre jovens universitárias do Rio Grande do Sul, tal idade está ao redor dos 16 - 17 anos. Ou seja, neste último grupo de mulheres, apesar de estarem menstruando pelo mesmo tempo do que as outras, a opção pela primeira relação sexual foi mais tardia. Assim parece que os contextos social, cultural e econômico são também muito importantes.

 

ESTRUTURA FAMILIAR INFLUENCIA?

 

Adolescentes com casos de gestação na adolescência na família parecem ser de risco, para elas também serem gestantes nesta fase da vida, principalmente quando o “exemplo” vem da própria mãe. Outro fator de risco é a pertença a uma família desestruturada, com atritos entre os pais, e especialmente com ausência da figura paterna. Famílias de migrantes, em adaptação a um novo contexto cultural, também apresentam riscos para a presença de uma filha adolescente grávida.

 

FATORES ECONÔMICOS SÃO DETERMINANTES?

 

Classicamente se apresenta a situação econômica desfavorável como de risco para a gravidez na adolescência. Isso é algo controverso. Primeiro, porque muitas adolescentes de classe econômica mais favorecida também chegam a engravidar, mas a opção pelo abortamento é mais comum e há mais facilidade para o aborto clandestino efetivo, diminuindo assim a quantidade de partos nestas pacientes. Depois, muitas vezes o contexto econômico se relaciona com o social e o cultural. Infelizmente, a mulher mais pobre tem maior chance de ter uma família desestruturada, migrante, com antecedentes de gestação na adolescência. Além disso, a jovem de tal família tem, muitas vezes, menor escolaridade e acesso dificultado aos serviços de saúde, outros dois fatores de risco conhecidos.

 

EDUCAÇÃO PODE PREVENIR

 

A menor escolaridade funciona como fator de risco de duas maneiras. Na primeira, temos menor esclarecimento sobre os métodos anticoncepcionais e um menor entendimento sobre o mundo e sobre sua própria saúde. Num segundo aspecto, a interrupção dos estudos indica falta de perspectiva de vida, principalmente na dita vida social, surgindo poucos planos para o futuro, para sua própria vida. Este é um aspecto que tem chamado nossa atenção nos últimos anos, tanto no Hospital das Clínicas, como em outros locais. Geralmente, a adolescente que engravida já tinha parado seus estudos antes da gravidez, ou faz isso nos primeiros meses da gestação, muitas vezes porque não gostava da escola e não tinha grandes perspectivas de vida, além da possibilidade de ser mãe e dona-de-casa.

 

ACESSO AOS SERVIÇOS DE SAÚDE

 

Por outro lado, o não acesso aos serviços de saúde e, assim aos métodos anticoncepcionais, ocorre de duas formas. O não acesso aos serviços de saúde ocorre inicialmente pelo fato muito comum destas jovens morarem em locais distantes, com poucos serviços de saúde à sua disposição. No entanto, a falta de escolaridade contribui ainda mais para ausência de cuidado médico, pois sem esclarecimento, a jovem não percebe a importância do cuidado com a saúde e acaba não fazendo nada neste sentido. Mas, por outro lado, os serviços médicos também não estão estruturados para receberem as adolescentes. A atenção para com elas seria mais de prevenção e orientação e a estrutura está montada mais no aspecto curativo e de assistência às doenças. Assim, tais jovens não procuram assistência, por não acharem isso importante, e a assistência acaba não sendo feita por não estar de acordo com a expectativa da clientela, ou seja, as próprias adolescentes. O não acesso aos serviços de saúde também acaba se relacionando com o desconhecimento e o não uso de anticoncepcionais, fazendo com que a vida sexual destas jovens esteja ainda mais predisposta à gravidez.

 

TODOS PODEM AJUDAR

 

Na verdade, a orientação quanto à sexualidade e aos métodos anticoncepcionais é falha em varias instâncias. Tal orientação não necessitaria ser dada apenas pelos profissionais da saúde. A escola e a família poderiam se responsabilizar por isso, mas geralmente não o fazem e, no caso específico das pacientes que atendemos no Hospital das Clínicas, há grande dificuldade de tal orientação vir da família e da escola, pois a jovem está, via de regra, fora da escola e não tem uma família estruturada para apóia-la e orientá-la. O papel do pai neste contexto é fundamental, pois deveria representar o limite, a autoridade, a responsabilidade, valores e qualidades que muito ajudam no correto desenvolvimento não só da sexualidade, como também de todo convívio social do jovem. Neste sentido, sabemos que o conhecimento dos métodos anticoncepcionais, por si só, não representa proteção. Na, maioria das gestantes adolescentes, elas conheciam os métodos, mas não os souberam usar no momento certo. A emoção superou a razão, o que comprova que não havia maturidade suficiente para o exercício responsável da sexualidade. O aprendizado ainda estava por se completar, infelizmente.

 


Índice

» Gravidez na Adolescência
» Métodos Anticoncepcionais em Adolescentes
» Porque Ocorre?




(c) www.drgalletta.com.br - Um site a serviço da vida 
 Este website foi desenvolvido pela MPmidia